domingo, 2 de maio de 2010

Oportunidades de investimentos imobiliários pela falta de moradias em Cabreúva nos Distritos do Jacaré, Bonfim e no Pinhal

Oportunidades de investimentos imobiliários pela falta de moradias em Cabreúva nos Distritos do Jacaré, Bonfim e no Pinhal

Cerca de 1.000 a 2.000 famílias não encontram casas para comprar e alugar

Segundo estatísticas contidas no site do SEADE (www.seade.sp.gov.br/produtos/perfil/perfil.php), coletadas em maio de 2010, a taxa geométrica de crescimento populacional de Cabreúva do ano de 2000 até 2010 foi de 3,31% ao ano, muitas vezes maior do que os Municípios do eixo regional: São Paulo (0,59%), Campinas (1,13%), Jundiaí (1,18%) e Itu (1,78%). E também maior do que a média da região (1,89% ao ano) e da média geral do Estado de São Paulo (1,32%).

Ter uma moradia é um instinto e necessidade natural do ser humano, desde o tempo das cavernas. Não dá para simplesmente ficar sem teto ou sem casa. E para isso as pessoas são capazes de fazer qualquer coisa. Já existem diversas casas irregulares, com princípio de favelização, na margem do Ribeirão Piraí, próximo à Rodovia Dom Gabriel, situadas na divisa e território do Município de Itu.

Cabreúva passa por uma fase em que é preciso tomar uma séria decisão: INCHAR ou CRESCER?

INCHAR seria o aglomerar populacional desordenado, em condições de favelização ou com várias família amontoadas dentro de uma mesma casa, como já se pode observar em alguns imóveis no Jacaré, pela falta de casas para alugar.

CRESCER, por outro lado, seria a cidade ter o almejado crescimento ordenado e sustentável, com equilíbrio e respeito ao meio-ambiente.

Mas não se pode culpar o Município por isso, porque Cabreúva é uma APA – Área de Proteção Ambiental e a Prefeitura observa corretamente a legislação estadual e a proteção do meio-ambiente na aprovação de empreendimentos.

Devido à restrição ambiental, loteamentos com lotes menores do que 1.000,00m2 não podem ser aprovados no Distrito do Jacaré, Bonfim e Pinhal, devido à legislação municipal que estabelece esta limitação de área. Este limite existe porque o adensamento populacional desordenado geraria uma sobrecarga no esgoto que passaria da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto da SABESP, prejudicando a qualidade das águas do Ribeirão Piraí que também abastece Salto e Indaiatuba (e futuramente Itu, como se pode perceber no site da ANA – Agência Nacional de Águas).

Novos trabalhadores não encontram casas para comprar e alugar

Por outro lado percebe-se um grande déficit habitacional no Distrito do Jacaré, Bonfim e Pinhal, onde já é muito difícil encontrar casas para comprar e principalmente para alugar. Existem muitas pessoas que estão sendo obrigadas a morar em casas muito ruins, com aluguéis altíssimos e que não têm para onde mudar, pela falta de escolha. Casas pequenas de um quarto e cozinha, sem sala, chegam a ter aluguéis de R$450,00 mensais no Distrito do Jacaré e no Pinhal, onde existe maior procura pela proximidade com as indústrias.

O novo centro de distribuição da Avon, próximo à Rodovia Dom Gabriel, já está quase concluído. Cerca de 600 trabalhadores temporários do setor de construção estão encerrando seus trabalhos. Está previsto para este mês de maio e começo de junho de 2010, o início das atividades de cerca de 2.000 trabalhadores permanentes. Alguns serão contratados do Município de Cabreúva e seus Distritos; outros, com qualificação especializada, virão de outras regiões e de São Paulo - capital, segundo informou um engenheiro da empresa. Pode-se estimar facilmente que se metade destes trabalhadores vier de outros municípios teremos cerca de 1.000 trabalhadores “de fora”, acompanhados de 2 a 5 membros de suas famílias (cônjuges, pais e filhos), o que importa um crescimento populacional de 2.000 a 5.000 pessoas, a exigir cerca de 1.000 novas moradias. Além disso, se formos contar as contar as novas empresas “satélites” que darão apoio à Avon e à demanda gerada pelos novos habitantes, teremos muito mais habitantes e moradias, que chegam a um número difícil de se estimar, embora seja totalmente certo que isso vai acontecer e já está acontecendo. Já se pode perceber isso claramente pelo trânsito no Boulevard do Distrito do Jacaré, que enfrenta congestionamentos nos horários de pico às 8:00 e às 18:00 horas, que não ocorriam há alguns meses.

Este déficit habitacional pode ser resolvido com respeito ao meio-ambiente?

Temos três soluções possíveis:

1. Uma solução para construtoras e investidores do setor imobiliário é a criação “empreendimentos ambientalmente sustentáveis”. A Prefeitura chama isso de “Vilas”, e que na verdade são condomínios fechados de casas ou sobrados padronizados de 1 a 3 dormitórios, permitidos pela legislação municipal, com projetos de aproveitamento e infiltração correta das águas da chuva nas áreas comuns e de um pré-tratamento do esgoto do condomínio, antes dos efluentes serem lançados no sistema público de esgoto da SABESP.

2. Para aprovação de grandes empreendimentos, também é possível utilizar o instrumento da “compensação ambiental”, largamente admitido na legislação brasileira, que consiste em se compensar um maior adensamento populacional de uma área com um menor adensamento em outra área da mesma região, conforme sinalizou a CETESB.

3. Outra solução é a construção por investidores particulares de casas para venda ou aluguel, nos chamados “vazios urbanos”, que são os numerosos terrenos vazios espalhados em diversos pontos do Município e de seus Distritos.

4. Finalmente, deve-se cobrar da SABESP a ampliação da estação de tratamento do esgoto (ETE) que foi instalada recentemente já no limite da capacidade populacional, e que não está preparada para o crescimento populacional do Município, com previsões confirmadas do SEADE e IBGE.

Finalmente, cabe a cada um de nós cidadãos ajudar com a preservação do meio-ambiente, no uso racional da água e na denúncia com simples telefonemas à Prefeitura, sobre suspeitas de irregularidades.

(permitida a reprodução deste artigo, independentemente de qualquer autorização).

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